Prevenção do Câncer de Vesícula Biliar

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A vesícula biliar é o órgão associado ao fígado, responsável por armazenar a bile para futura utilização no processo de digestão das gorduras que ingerimos através da alimentação. A alteração mais frequente da vesícula biliar é a formação de cálculos, também chamados de “pedras” ou colelitíase.

O câncer de vesícula biliar é muito difícil de ser diagnosticado precocemente, pois não costuma produzir sintomas e sinais e sua localização anatômica é de difícil acesso em exames físicos de rotina. Além disso, não há testes de sangue específicos que detectem o câncer de vesícula biliar.

Por causa disto, a maioria dos cânceres de vesícula biliar são encontrados acidentalmente, quando o órgão é retirado pela presença de cálculos. Os sinais e sintomas mais comuns são os mesmos relacionados a presença de cálculos e incluem:

  • Dor abdominal
  • Náuseas e vômitos
  • Icterícia (amarelão)
  • Perda de apetite
  • Perda de peso significativa (mais que 10kg em 2 meses)

O câncer de vesícula biliar é relativamente raro, apesar de ser o tumor mais frequente do trato biliar e o 5º mais frequente do trato gastrointestinal. A taxa de mortalidade é alta, pois a doença só é encontrada em estágios avançados, uma vez que os sintomas são inespecíficos e relacionados a presença de cálculos biliares.

A maior incidência ocorre em mulheres, acima dos 65 anos, sendo que os principais fatores de risco são: colelitíase, obesidade e multiparidade.

O diagnóstico pode ser feito pelo seu médico, utilizando em conjunto, exames de imagem (tais como ecografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada), testes de função hepática e da vesícula biliar, marcadores tumorais e exame anátomo-patológico da vesícula biliar, retirada por laparotomia aberta ou videolaparoscópica.

Importante lembrar que a taxa de sobrevida aumenta quanto mais precocemente for feito o diagnóstico. Cuide-se. Faça seus exames regularmente. Consulte um médico anualmente ou sempre que se sentir mal.


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