O vírus da Zika se espalhou um ano antes de ser notada

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O vírus Zika estava se espalhando no nordeste do Brasil por um ano antes de qualquer pessoa notar, e por semanas e meses em lugares como Miami e Honduras, mostram novos estudos genômicos.


Suas descobertas mostram que novas infecções podem obter um bom ponto de apoio antes de som de alarme.

Três equipes internacionais de pesquisadores seqüenciaram e estudaram os genomas do vírus transmitido pelo mosquito para rastrear sua origem e se espalhar pelas Américas. Foi observado pela primeira vez no Brasil em 2015, e se alastrou rapidamente.

"O vírus parece estar circulando muito antes de os primeiros casos serem relatados", disse Pardis Sabeti, cujo laboratório no Broad Institute of MIT e Harvard University realizou grande parte do trabalho em um estudo.

A equipe de Sabeti escreveu um dos três estudos publicados na revista Nature Wednesday mostrando que Zika estava voando sob o radar há algum tempo nas Américas.

Zika parece ter se apossado de pessoas e mosquitos no Brasil no final de 2013 ou no início de 2014, e na Colômbia, Honduras, Porto Rico e outras nações do Caribe, até nove meses antes de os primeiros casos serem relatados em cada local.

Não é uma surpresa que o vírus - nunca antes visto fora da África, Ásia e Pacífico - passaria sem ser detectado. Zika não causa sintomas em quatro em cada cinco pessoas e, mesmo quando causa sintomas, eles geralmente não são sérios.

E parece muito com outras infecções, notadamente a sua relativa dengue, que também é transportada por mosquitos.

Mas desde que atingiu o Brasil, os médicos aprenderam que pode causar devastadores defeitos de nascimento e, por vezes, reações fatais em poucas pessoas.

"Estávamos muito atrás da curva de Zika", disse Bronwyn MacInnis, do Broad Institute. "Precisamos estar bem à frente da próxima ameaça viral emergente, e a genômica pode ter um papel em conseguir isso."

Fonte: NBCNews
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