Câncer de próstata, nova era de cuidados de saúde

O câncer de próstata está prestes a entrar numa nova era de cuidados de saúde personalizados. Uma  nova série de relatórios básicos e clínicos intensivos de pesquisa de câncer de próstata, que abrangem todos os aspectos da prevenção do câncer, terapia e desenvolvimento de medicamentos. Este novos cuidados envolvem biomarcadores, diagnóstico, cirurgia, radioterapia, descoberta de medicamentos, gestão médica e de desenvolvimento tecnológico.

Isto é uma nova fronteira no tipo de câncer que afeta no Brasil, o segundo lugar, entre os tipos mais comuns entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.


Número de mortes (INCA): 13.129 (2011 - SIM)

Porém ainda existem algumas dúvidas e polêmicas a respeito da prevenção e tratamento, já tratei de algumas destas questões:

Em meu artigo sobre o antígeno PSA já que existem debates acalorados sobre sobre a questão de testar ou não testar sistematicamente a população masculina com o exame de PSA.

Em Câncer de Prostata, deixe preconceito de lado, falei do famigerado "toque retal". Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, pesquisa realizada com 1.061 homens, de 10 capitais brasileiras, na faixa etária de 40 a 70 anos, mostrou que apenas 32% dos homens fizeram o exame de toque retal, apesar de 76% saber que o exame é usado para detectar o câncer de próstata.

Esta pequena amostra de escritos aqui no blog vai mais além,  com vários artigos, mas ainda nada supera o preconceito e a falta de interesse do homem, quando é cuidar de sua saúde.

Muito casos são diagnosticados já em estágio avançado, onde nada pode ser feito para a cura. Triste quadro de uma falta de cultura em auto-cuidados de saúde básica.

Quem sabe novas pesquisas e mudanças de comportamento mudem o quadro, sim tenho esperanças que isto aconteça.

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