Câncer na sala de espera

Este blog tem intenção de orientar, auxiliar, informar sobre os pacientes, amigos e familiares de pessoas tem, tiveram e/ou terão um diagnóstico de câncer. 

Todos os dias são milhares de exames que confirmam a descoberta da doença, algumas infelizmente com diagnóstico fatal, nem tudo são flores, espinhos podem ser removidos e tratados, lembre-se que a dor é real, porém ensina um novo caminho: a ressignificação!

Vou relembrar um trechinho do meu artigo Dignidade e ressignificação perante o câncer:

"Aquele envelope, contendo o resultado do exame, tão temido e as vezes tão mortal, com as mãos trêmulas o papel é passado para o médico dar a noticia que não queremos : "Você tem câncer!"  Uma emoção que se sente a posterior, pode ser exatamente o que vivenciarem a seguir : corremos ou lutamos." 

Segundo a médica Elisabeth Kübler-Ross (1996), autora do livro A Roda da Vida, as pessoas relacionam um tumor maligno com doença fatal, via de regra, encaram o diagnóstico de câncer como uma condenação inevitável, pelo fato do câncer ser uma das principais causas de morte entre as doenças crônicas, mesmo com o avanço crescente dos tratamentos e medicamentos.

Mas agora? o que faço depois do diagnóstico? Vai depender muito do que o médico que fez a descoberta, mas em geral, envolve cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.

E como simbolo deste movimento de renascimento, utilizamos a borboleta amarela (figura acima):

Para a psicanálise moderna a borboleta significa o símbolo do renascimento. Nesse sentido, o termo grego "psyche", originalmente tinha dois significados, a saber: a alma e a borboleta, sendo que esse último simbolizava o espírito imortal.


E o quotidiano deste tratamento? Vamos indicar um livro chamado Sala de Espera, da autora gaúcha Maria Helena dos Santos, que enfoque o dia a dia de uma paciente com câncer de mama fazendo radioterapia.

A sinopse está abaixo:

Editora BesouroBox
A história deste livro nos remete à imagem da grande metamorfose das borboletas, que de lagartas se transformam em lindas e delicadas criaturas multicoloridas. É algo semelhante a isso o que acontece quando nos deparamos com uma situação inesperada e difícil em nossa jornada e, depois do natural susto inicial, decidimos tomar em nossas mãos as rédeas da vida.

Você pode chorar, pode gritar, pode espernear, mas a dor que veio para você terá que ser vivenciada. O que pode ser mudado é a forma de viver esta experiência. Acho que de todas as possibilidades, a mais útil é desviar o foco, se reinventar dentro da situação, transformando a dor em algo criativo.

Você pode fazer qualquer coisa que tiver vontade e para a qual for dotado de talento. Todos nós temos talentos especiais e nunca é tarde para descobri-los. Se achar que não tem nenhum talento, que não sabe, não pode ou não deseja fazer nada, ainda assim você pode olhar para o mundo ao seu redor e sorrir para as pessoas. Que tal? Você sabe sorrir, não sabe?

A senha é nunca se deixar abater. Observe a situação com os olhos da consciência, como se você estivesse praticando meditação, e busque em cada situação uma oportunidade para criar algo, seja lá o que for, não necessariamente escrever um livro, como fez a autora. Faça aquilo para o que você tiver talento, mas faça algo, pois todas as esperas e todos os sofrimentos tornam-se mais suaves quando desviamos o foco da nossa atenção e não nos deixamos absorver por eles.

Brinque, relaxe, ria, divirta-se. Nada vai mudar nada só porque você está de cara amarrada, testa franzida, cabeça cheia de caraminholas, pré-ocupado."

E que este livro, juntamente com a experiência da autora, possa ajudar pessoas que estejam enfrentando alguma situação difícil, seja ela de que natureza for.


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