Tumores que mais matam os gauchos

Segunda enfermidade que mais mata no Brasil, atrás apenas dos problemas cardiovasculares, o câncer e seus mais de 100 tipos se caracterizam pela proliferação descontrolada de células. Levam à formação de tumores que, disseminados, dão origem a metástases. Referência no assunto em Porto Alegre e no Estado, o Instituto do Câncer (IC), do Hospital Mãe de Deus, tem média mensal de 1,1 mil consultas de quimioterapia, 80 consultas diárias de radioterapia e 1,8 mil consultas mensais sobre câncer.

Oncologista e pesquisador do IC, Luiz Bruno assinala que os tipos mais letais no homem gaúcho são o câncer de pulmão e o de próstata. “No pulmão a relação direta é com o tabaco e no de próstata é diagnosticada devido à maior procura por testes que detectem a doença”, diz. Já nas mulheres, revela, que o câncer de mama mantém a liderança, seguido do de pulmão. Especialista no tema pela Sociedade Brasileira de Cancerologia, Bruno opina que para qualificar a prevenção e a conscientização sobre a doença o Outubro Rosa, com ênfase no câncer de mama, e o Novembro Azul, no de próstata, precisam ser ainda de maior visibilidade.

Os tipos mais comuns

Próstata: no caso do sexo masculino, o câncer de próstata é o mais incidente em todas as regiões do Brasil. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. Métodos de diagnósticos (exames) ajudam na prevenção;

Pulmão: é o que mais mata no mundo, com cerca de 1,2 milhão de novos casos por ano. Normalmente causado pelo tabagismo;

Mama: é o que mais mata mulheres no Brasil. De acordo com pesquisas, 30 brasileiras morrem por dia em decorrência do câncer de mama. Para não sofrer com a doença, é necessário se submeter aos exames de rotina;

Pele: é o tipo mais comum no Brasil, capaz de atingir homens e mulheres. Quando o tratamento não é realizado adequadamente, pode levar ao óbito;

Colo de útero: atinge e mata mulheres e tem como a melhor forma de combate a prevenção. Para que possa ter cura, o diagnóstico deve ser no início da enfermidade, através de exames de rotina.

Fonte: Jornal NH

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