A proteína do leite associado ao câncer de mama


A descoberta de que uma proteína que desencadeia a produção de leite em mulheres também pode ser responsável por câncer de mama agressivo pode abrir novas oportunidades para o tratamento da forma mais comum e letal de câncer entre as mulheres.

Encontrado em todas as células de mama, a proteína ELF5 tenta ativar a produção de leite, mesmo em células de câncer de mama, o que por estarem inativadas, faz com que o câncer fique mais agressivo, de acordo com cientistas da Austrália e Grã-Bretanha.

"A descoberta abre novos caminhos para o tratamento e para a concepção de novos marcadores que podem predizer a resposta à terapia", disse o autor o professor Chris Ormandy, do Instituto Garvan de Pesquisa Médica, em Sydney.

O câncer de mama é o câncer mais comumente diagnosticado e a principal causa de morte por câncer entre as mulheres, respondendo por 23% dos casos de câncer total e 14% das mortes por câncer em mulheres. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que teremos 52.680 novos casos em 2012. 
Para decidir sobre o tratamento, os médicos normalmente precisa descobrir se o câncer tem receptores para os hormônios estrogênio e progesterona, que, no caso de pacientes com câncer de mama, promover o crescimento em seus tumores.

Dois terços dos cancros da mama são geralmente positivos para receptores de estrogenios, para o restante um terço dos pacientes, os cancros não possuem receptores, o que significa que eles não vão beneficiar de terapias hormonais. Esses pacientes normalmente são dadas outros tratamentos, como a quimioterapia.

Ormandy equipe verificou que os cancros com estes receptores apresentaram níveis baixos de ELF5, enquanto que aqueles sem receptores tinham níveis significativamente mais elevados de proteína.
Fonte: Times Live

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