Câncer gástrico, uma herança nada agradável


O câncer gástrico é a quarta causa mais comum de câncer em todo o mundo, e a segunda maior causa de mortes por câncer em todo o mundo. A Sociedade Americana do Câncer estima que 21.000 novos casos de câncer gástrico serão diagnosticados nos Estados Unidos em 2010, e que mais de 10 mil americanos que morrem de câncer gástrico durante o ano. (¹). No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer, relata 22.035 mortes para este tipo de câncer , sendo 8.633 homens e 13.402 mulheres (2010).

A dificuldade de um diagnóstico faz com que, muitas vezes, ele é detectado numa fase tardia, com um prognóstico nada alentador para o paciente. O tratamento para o câncer gástrico é a cirurgia e quimioterapia. (²) A taxa de sobrevida global em 5 anos é de 24,3%. A estimativa que um terço dos casos sejam de câncer gástrico hereditário difuso (HDgc), que é uma síndrome de câncer hereditário, que leva a um aumento do risco para o câncer gástrico difuso e câncer de mama lobular. Pacientes que herdam a mutação genética para HDgc estão em alto risco de desenvolver câncer gástrico em uma idade jovem. (³)

A estrutura das curvas E-caderina de proteína de cadeia e voltas.
O gene CDH1, localizado no cromossoma 16, normalmente codifica para uma proteína chamada E-caderina. A função normal de E-caderina é permitir que as células e tecidos para aderirem umas às outras. (4)

Quando existe uma mutação no gene CDH1, a função da proteína E-caderina é interrompido, e o cancro, muitas vezes é resultado desta mutação. (3,4) O desconhecimento do mecanismo exato pelo qual a mutação ocorre, mostra que, em última análise, este tipo de cancro gástrico não seja totalmente conhecido. (4)

Herança da mutação do gene CDH1 segue um padrão autossômico dominante, o que significa que os filhos de portadores da mutação tem uma chance de 50% de herdar o gene mutante. (3,4) Estima-se que três em cada quatro portadores da mutação do gene CDH1 vai  desenvolver câncer gástrico, (3), com uma idade média de diagnóstico de 38. (5,6)

É importante notar, contudo, que nem todas as famílias HDgc tem uma mutação no gene CDH1. Outros genes que podem levar a HDgc não são conhecidas neste momento.



Referências:

1). American Cancer Estatísticas da Sociedade.
Disponível em www.cancer.org .
 
2.) Ford JM. Herdou a susceptibilidade ao câncer gástrico: avanços da genética e diretrizes para o manejo clínico da Sociedade Americana de Oncologia Clínica Sessões Educacionais.. 2002:116-125.
 
3.) Huntsman DG, Carneiro F, Lewis FR, MacLeod PM, Hayashi A, Monaghan KG, et al. Câncer gástrico precoce em jovens, portadores assintomáticos de germe de linha de E-caderina mutações. The New England Journal of Medicine. Junho de 2001; 344 (25) :1904-1909.
 
4.) WP Francisco, Rodrigues MS, Perez NE, Lonardo F, D Weaver, Webber JD. Gastrectomia laparoscópica assistida total profilática para câncer gástrico hereditário difuso Jornal da Sociedade de Cirurgiões Laparoendoscopic 2007;.. 11:142-147.

5.) Caldas C, F Carneiro, Lynch HT, Yokota J, Wiesner GL, et al. Câncer gástrico familiar: visão geral e diretrizes para a gestão Journal of Medical Genetics, 1999; 36:873-880...
 
6.) Kaurah P, MacMillan A, Boyd N, Senz J, De Luca A, et al. . Fundador e recorrentes CDH1 mutações em famílias com câncer gástrico hereditário difuso Journal of the American Medical Association de 2007;. 297 (21) :2360-2372.
 

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2 Comentários

  1. Geraldo, o que a pessoa sente?! Eu vivo com azia... de vez em quando, tenho um estomago delicado, preciso sempre ter cuidado com o que como.

    Beios

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    1. Olá Sissy,

      Pelo que li parece que os sintomas são alguns sinais como perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna (úlcera, gastrite, etc.) ou mesmo tumor de estômago.

      Mas quem pode dizer mesmo é um medico gastroenterologista..

      Abraço e obrigado pelo comentário

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