Relatos do cancer - revolta

O impacto total, imediato e concentrado do estresse que advém através do daignóstico do câncer traz uma série de mecanismos de defesa, um deles relacionado a reação contra a ameaça a integridade física. De um modo geral, a idéia da morte nos remete aos sentimentos de perda, portanto, em tese, nos desperta sentimentos dolorosos. Trata-se de uma espécie de dor psíquica, a qual muitas vezes acaba também gerando dores físicas, ou criando uma dinâmica incompreensível para quem a vida continua sorrindo.

Então falaremos a respeito da revolta, que segundo a psico-oncologista Carla Maninno, poderá ser sentida em vários graus, passando desapercebida ou sendo extravasada de maneira intensa, este estágio é o primeiro de todo o paciente com diagnóstico de câncer.

A Negação e o Isolamento são mecanismos de defesas temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e duração desses mecanismos de defesa  dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.

Por que eu? Ou então, o que fez falhar comigo mesmo, para que a doença surgisse? Alguns questionamentos são lúcidos e racionais, outros intempestivos e emocionais. Tem receita de bolo? não, não tem.

Neste momento não podemos acreditar em castigos divinos, flagelos e outras questões metafísicas para justificar e/ou anular ações que possam enfrentar o problema. Vamos a luta!!

Revolte, se for necessário (e é), mas lute e procure a melhor solução para seu caso, não se entregue a pensamentos derrotistas, nem atitudes auto-flageladoras..

O câncer tem cura, o principal fator se chama prevenção, para isto precisamos de informação e ação. Esta é a proposta do blog e das minhas colunas sobre câncer.

Esta postagem é uma série, proposta neste artigo Relatos do Câncer - a fênix e baseada neste outro Cancer - Vidas ressignificadas

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2 Comentários

  1. Geraldo,

    Isso me faz lembrar minha querida ex-meio mãe (a ultima namorada de meu pai). Ela se alimentava tão bem, caminhava diariamente na praia, muito inteligente e ativa. Fez, como de praxe, exame de sangue num mes x e no seguinte se sentia mal. Então fez novo exame e constatou estar com uma forma mais violenta de leucemia (Leucemia mieloide aguda). Ela lutou muito, mas a doença era agressiva, ainda mais na idade dela. Ela não entendia como foi ficar doente daquele jeito, se cuidava tão bem e tinha uma "cabeça" tao perfeita.

    Nem nós, eu e minha irmã sentimos muito a partida dela e hoje temos a saudade.

    Beijos

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    1. Olá Sissy,

      Fui atrás do tipo mais agressivo da doença e descubri que existem avanços para este tipo agressivo de leucemia.. Espero que goste do artigo.

      Abraço e obrigado pela visita e comentário

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