Câncer de pele e poluentes industriais


Nova pesquisa, publicada na revista cientifica Science na semana passada (05/01/2012), relaciona certas células imunológicas que podem, sob condições específicas, desempenhar um papel direto na iniciação do câncer de pele após a exposição a toxinas ambientais. Células de Langerhans, o principal tipo de célula imunológica encontrada na epiderme da pele, por facilitar a carcinogênese (mutação genética)  em células epiteliais vizinhas. O estudo "mostra uma função de células de Langerhans que está fora da função imunológica", disse Stuart Yuspa, um pesquisador sênior do Instituto Nacional do Câncer dos EUA.
Células de Langerhans (verde) internalizaram o produto químico mutagênico DMBA (azul)
O dermatologista e imunologista Michael Girardi, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, tem particular interesse na mutação genética das células de Langerhans, avaliando que os hidrocarbonetos aromáticos predominantes  em poluentes industriais  sejam responsáveis por 30%  dos casos de mutações genéticas presentes em carcinoma espinocelulares. 


Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após experimentos em camundongos, exposto ao potente agente cancerigeno  7,12-dimetilbenz [a] antraceno (DMBA). Os ratos são repetidamente expostos ao composto que induz a proliferação e inflamação crônica das células epiteliais, o que resultou no desenvolvimento do carcinoma de células escamosas, um câncer de pele comum que envolvem as células na parte superior da epiderme

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1 Comentários

  1. Ler publicações como esta faze lembrar que preciso ir na dermatologista. Cuidar é importante.

    Beijos

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