Hoje não vou falar de Osama, mas sobre violência

Comecei dizendo que não vou falar de Osama, até porque esta pauta está sempre amplamente explorada, analisada e divulgada. Porem, alguns acontecimentos (ou desdobramentos) neste último domingo requerem algumas linhas neste artigo.

Não estou sendo original e nem pretendo, afinal o assunto não é novo e muito menos desconhecido pelos leitores e visitantes do blog. O assunto é a violência no futebol e fora dos estádios, mais uma vez acontecimentos lamentaveis ocorreram dentro e fora de campo. Já relatei aqui no meu artigo Futebol, violência e ausências como já fui vítima de uma agressão em estádio de futebol. Isto já seria uma base para o assunto de hoje, a violência presente no futebol não é um fenômeno próprio do esporte, mas uma representação do que ocorre na sociedade como um todo.

Só que este evento acabam por tirar todo o brilho de uma comemoração de título ou do espetáculo em si, são fatos isolados que acabam por criar uma generalização, muito em voga atualmente de rotular "torcedores" de violentos ou baderneiros? Selvageria, vandalismos ou pura violência? marcados por impunidade, leis que não os atingem (pelo menos com eficácia que desejamos). A anáilse que fazemos não é simples, mas tentaremos.

A violência no futebol parece estar estreitamente ligada à violência mais geral, cujas raízes encontram-se na baixa qualidade do ensino público, na alta taxa de desemprego, na impunidade e no desrespeito aos direitos dos torcedores (leia-se cidadãos), entre outros fatores, será que é só isto? As classes mais abastadas não tem seus integrantes como protagonistas da violência? Claro que sim, são tão ou mais participantes em atos abomináveis.

Diante da ineficácia das ações e resposta aos conflitos gerados dentro e fora de estádios, a sociedade fica inclinada a pedir a intensificação das medidas, geralmente por meio de uma resposta penal mais severa, como privação de liberdade e direitos. Atitudes como implantação de juizados especiais criminais em estádios, conforme desejo do Conselho Nacional de Justiça, são apenas o primeiro dos muitos passos que ainda a sociedade tem que obter para a volta da paz nos estádios.

Exemplos exibidos neste domingos pelos campeonatos estaduais e na Liga dos Campeões pelo técnico português José Mourinho devem ser riscados de nosso cotidiano. Comportamento Humano não condiz com selvageria, saúde não combina com violência e se a doença da sociedade nao for tratada, o que faremos ?

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1 Comentários

  1. Recentemente um ex-funcionario de minha irmã sofreu uma agressão de torcedores, dentro de um onibus, ele ia fazer 18 anos e tinha um irmão gemeo. Ele sofreu traumatismo, ficou em coma, morreu e não tinha nada a ver com jogos, simplesmente teve o azar de estar dentro do onibus. Isso é divertimento, lazer, hobbie, paixão nacional, etc?!

    Sobre Osama, estou lendo críticas de outros países sobre a não apresentação, em fotos, do corpo deste terrorista. As pessoas querem ver para terem a certeza que ele realmente está morto. Acho justo, afinal de contas, o mundo teme a assombração dele.

    Bjs

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