Cobras, Lagartos e a roupa do rei

Fairy-tale author Hans Christian Andersen's ch...Image via WikipediaVou começar o meu artigo de hoje de maneira que o leitor escolha se é uma ficção ou realidade, até por que contarei uma fábula de Hans Christian Andersen, ele foi  foi um dinamarquês que gostava de contar estórias para grandes e pequenos. Todos conhecem a estória do Patinho Feio. 

Contou também a estória de uma menininha que, numa véspera de Natal, a neve caindo, tentava vender fósforos numa esquina da cidade. Ninguém parava. Ninguém comprava. Todos caminhavam apressados para suas casas onde havia uma lareira acesa, o vinho, a ceia e os presentes os esperavam. Todos queriam celebrar o nascimento de Jesus. É uma estória triste. De manhã a menininha estava morta na calçada, gelada pelo frio.

É uma estória com cores bem brasileiras: não temos menininhas vendendo fósforos sob a neve que cai mas temos muitas crianças , adolescentes e adultos sem futuro, vendendo produtos e/ou serviços que muitas vezes não estão na ordem do dia das pessoas, estão também praticando pequenos (ou grandes ) golpes e roubos. Estão sendo vítimas  da exploração de adultos inescrupulosos, mesquinhos ou apenas daqueles que querem dinheiro fácil baseado na piedade alheia.

Pois na Terra Brasilis (ou no Reino de Far Far Away) encaixa mais uma das brilhantes fábulas do brilhante dinamarquês : A roupa do Rei.

Como em todas fábulas, era uma vez um rei que era muito popular em sua terra, sempre pela distribuição de "laranjas", maçãs e migalhas de brioches que sobravam do seu lauto café da manhã. 

Nem sempre foi assim, o rei antes de assumir o trono, foi preterido por um outro bobo, feio e culto rei que por ser muito letrado em ensinamento superiores despertava a ira de seu rival. 

Um dia este reino será meu e por mil anos - vociferava o pretendente rejeitado.

Eis que um dia houve a sucessão e ele foi o escolhido!!

Baseado em um sistema de troca de favores, produtos , honraria, condados, baronatos e ducados o rei começou seu reinado.

Sempre atento aos "clamores" dos súditos, separava as "migalhas" dos "nobres" e distribuia aos seus mais necessitados: uma laranja meio podre, banana com ponta machucada, um pessego meio "bichado", assim assistia a maioria daquele reino sem contudo todos serem felizes.

Mas o rei, além de  muito tolo,  adorava roupas bonitas. Os tolos, geralmente, gostam de roupas bonitas. Pois esse rei enviava emissários por todo o país com a missão de comprar roupas diferentes. Os seus guarda-roupas estavam entulhados com ternos, sapatos, gravatas de todas as cores e estilos. Sua vaidade e arrogância aumentava na proporção que via que sua idéia de supremacia na opinião de súditos abalada por murmúrios de insatisfeitos com a condução de seu reinado.

Como não tinha estudado, sua linguagem não era das mais polidas, suas piadas eram grosseiras e agressivas. Suas atitudes assemealhavam-se a sua linguagem.

Mas nem tudo estava perdido, dois espertalhões ouviram falar do desgosto do rei pelas questão relacionadas aos opositores e  viram nisso uma oportunidade de se enriquecerem às custas da vaidade da Majestade. A vaidade torna bobas as pessoas: elas passam a acreditar nos elogios dos bajuladores... 

Pois os dois espertalhões foram até o palácio real e anunciaram-se na portaria, apresentando o seu cartão de visitas: “Doutor Academico e Doutor Coimbra, especialistas em pesquisas e números mágicos.” 

O rei já havia ouvido falar de pesquisas de todos os tipos mas nunca ouvira falar de números mágicos . Ficou curioso. Ordenou que os dois fossem trazidos à sua presença. 

Diante do rei fizeram uma profunda barretada, tirando seus chapéus.“Falem-me sobre as pesquisas e os números mágico”,  ordenou o rei.Um dos espertalhões, o mais loquaz, se pôs a falar.

“Majestade, diferente de todos os números comuns, o  que nós apresentamos é mágico porque somente as pessoas inteligentes podem vê-lo. Vendo uma pesquisa feito com esses números Vossa Majestade será cercado apenas por pessoas inteligentes, pois somente elas o verão...”

De cortesia (incluida no preço, por que não tem almoço grátis)  ofereceram uma roupa pronta para a data da divulgação das pesquisas com os números mágicos.

Como termina esta história? Depende de como você interpretou lá em cima no inicio do artigo..

Pode ser que ela termine aqui ou daqui a alguns dias...

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1 Comentários

  1. Geraldo, fiquei aqui no maior saudosismo, pq quando minha filha tinha 6 aninhos fez um lindo trabalho na escola-creche sobre A Roupa do Rei. Beijos

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