O Lodo Social, o Oscar e Lições

Tenho um costume ao ver filmes indicados ao Oscar, principalmente quando são indicados para os prêmios maiores (melhor filme, diretor, ator e atriz), vejo eles bem depois de lançados e indicados, permito assim ver-los sem aquela pressão ou divulgação maciça da mídia.

The Power of Social NetworksImage by jurvetson via FlickrAssim, vi o Preciosa, o filme confronta algumas teses sobre a exclusão social que costumam lutar por corações e mentes das pessoas. De um lado está a ideia, sempre defendida pelas direitas, de que a miséria é consequencia dos fracassos individuais. De outro, a tese de que os vilões da exclusão são a sociedade, o preconceito, a luta de classes, a distribuição irregular da riqueza. Preciosa bate em ambas as ideias para chegar, junto com o espectador, à conclusão de que os dois extremos seriam relevantes: a exclusão é fruto de todos aqueles elementos sociais, mas também da ação ou omissão individual: a única maneira de romper com o ciclo da miséria seria a superação pessoal das adversidades.

Em Preciosa, a redenção é possível graças a elementos como amor, poesia, fantasia, imaginação. A caminhada rumo a ela passa, necessariamente, pela autoestima.
 
E o grande lance do filme e também relativo a suas questões voltadas a autoestima, vejo cada vez mais a luta nas relações e redes sociais , processos que muitas vezes são subterrâneos (ou ocultos) para vencer, destacar-se ou na pior das hipóteses, "destruir" o "adversário" ou "inimigo". 

Recentemente vi um movimento no twitter contra uma pessoa que, em seus vídeos, não deu "boa opinião" sobre um cantor, isto bastou para criarem uma onda de "morra fulano de tal".. 

Até onde estas ameaças são reais, ou apenas vazias, não tem como saber.

Muitas vezes, nas impossibilidade de fazerem algo semelhante ou melhor que seus desafetos, querem o trazer para seu lado medíocre, para seu "pantâno particular" de onde não conseguem sair.

Este comportamento segundo o artigo Critica a Inconstância : "É possível que a inconstância imprima características do TPL (Transtorno de Personalidade Limítrofe), que também é conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline, (TPB), nas pessoas inconstantes. Esse transtorno de personalidade é caracterizado por desregulação emocional, raciocínio "8 ou 80". Com tendência a um comportamento briguento, também é acompanhado por impulsividade autodestrutiva, manipulação, conduta suicida, bem como esforços excessivos para evitar o abandono e sentimentos crônicos de vazio, tédio e raiva."
 
Em nossos tempos, problemas de saúde mental atingem de maneira cruel e imprevisível nossa sociedade, o que reflete, de certa maneira, crise nos valores morais. Para encerrar, o mesmo artigo deixa uma questão para ser pensada :  "Nós", dizia Nietzsche, "não conhecemos a nós próprios". De fato "somos de nós mesmos desconhecidos" e nos últimos anos tenho visto se fragilizar a busca pela verdadeira identidade, causando um aumento significativo da inconstância no comportamento e alterando negativamente o caráter.
 
(Com informações dos sites Divirta-se e Web Artigos )

Postar um comentário

2 Comentários

  1. Grande Geraldo, discutir isso é um postulado da defender uma tese acadêmica e com certeza por não ser matemática e ter um resultado exato vai sempre causar polêmica e a busca dos culpados e invariavelmente parte para o generalismo ....bem, o inicio de tudo ... então tá ... Deus é o culpado ... brincadeiras a parte, mas educação e cultura ajuda amenizar muita coisa.

    ResponderExcluir
  2. amigo
    Se o Nietzsche tinha razão. E o Freud nem se quer conseguiria explicar.
    abçs

    ResponderExcluir

Obrigado por comentar!! Volte Sempre!!