Celulares de mais, cidadania de menos

Cada vez convenço-me mais que vale mais um celular no bolso do que um cano  enterrado  interligando o esgoto doméstico a rede de saneamento básico . Afinal todos podem ostentar seu celular comprados em várias vezes, mesmo sem créditos para fazer a ligação com mundo globalizado e tecnológico. 
 
Canos enterrados não são visíveis e não podem ser demonstrados em programas políticos e demonstrativos de realizações de governos. Não podem também ser creditados a eles, com isto, a melhoria da saúde, condições de vida e dignidade. Igualmente não podem ser mensurados em folhetos, revistas e publicações que colaboram para que o meio ambiente saudável e renovado.
 
Falo tudo isto baseado em números novos do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE mostra que o Brasil avançou, sim, em algumas coisas e em outras preserva algum atraso. Se formos pensar em qual o pior lado desses atrasos, o saneamento mostra números que não melhoram nunca ou melhoram muito devagar. 
 
Agora quero deixar uma reflexão de Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil  : "No momento em que a maioria for beneficiada por uma revolução na educação que aguce a curiosidade, a leitura e o raciocínio a vontade desta maioria nas urnas terá resultados diferentes. É por isso que educação liberta. Porque transforma vassalos em cidadãos com vontade própria. Mas será que os políticos querem isso. Será que o país realmente quer se libertar dos que não têm conhecimento. Porque na outra eleição presidencial o candidato que teve a educação como base teve 2% dos votos."

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