A Ficha Limpa e a fogueira das vaidades

Esta semana vimos alguns recursos de políticos atingidos pela Lei da Ficha Limpa, mesmo que eles estivessem expostos a críticas dos adversários, querem concorrer.

Padre Girolamo Savonarola,
Muitos apostam no esquecimento e/ou falta de memória dos eleitores com os delitos que os incluíram na lista de inelegíveis. São como que imposições que fazem as suas vaidades, impossíveis de reconhecer que o erro julgados por colegiados de juízes afigura-se injusto contra suas pretensões. Vêem ali uma perseguição política, uma fogueira de vaidades de inimigos que os querem destruir, impondo com a proibição, uma prática medieval. 

Medieval ? Sim, o termo “Fogueira das Vaidades” nasceu no dia de Carnaval de 1497, quando os fanáticos seguidores do padre Girolamo Savonarola, (o mesmo que é retratado no livro “A regra de quatro”, de Ian Caldwell), reuniram e queimaram publicamente milhares de objetos em Florença. Entre estes encontravam-se livros, manuscritos de peças musicais, quadros e muitos artigos de luxo como espelhos, cosméticos ou vestuário, mesas de jogo, e outros objetos supostamente pecaminosos a que conseguiram deitar as mãos. Conta-se que terão sido queimadas todas as cópias do Decameron de Bocaccio e das obras de Ovídio que haviam, na época, em Florença e que o próprio Boticelli foi obrigado deitar quadros seus ao fogo.  

Hoje, já não queimamos obras literárias em fogueiras, mas a todo custo, alguns políticos sem escrúpulos tentam (e muitas vezes conseguem) "queimar"  a  reputação de seus adversários. 

Não que eles não tenham algo para ser queimados, mas alguns gostam de esterotipar comportamentos e carreiras.  Talvez por isto que Tom Rolfe em seu livro (excelente por sinal) Fogueira das Vaidades tenha feito tanto sucesso, confira a sinopse:

"Sherman McCoy, um ambicioso corretor de Wall Street, vê sua vida desmoronar após atropelar um rapaz negro. Ele se torna o alvo preferido do oportunismo de políticos, líderes raciais e imprensa. Uma visão cheia de ironia sobre Nova York e seus habitantes, num romance símbolo dos anos 80". 

Vejam bem, Tom Rolfe colocou bem: o oportunismo de políticos, líderes raciais e imprensa.

Quer melhor definição?
Cabe a você, como eleitor, substituir o joio do trigo, comparar curriculos, propostas e tentativas de politicos fazerem política suja.  Você quer iniciativas ou apenas promessas?


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