Amor, Casamento , Familia e histórias antigas

Sunflowers in Nova ScotiaImage via Wikipedia
Há mais de 10 anos faço palestra em minha atividade voluntária falando sobre o assunto Amor, Casamento e Familia. A estrutura da minha palestra vem mudando e se estruturando de acordo com o momento atual e platéia em que falo. O momento atual é para falar sobre a nova lei do divórcio, não sou daqueles alarmistas que acham que o casamento vai acabar ou então, criar o casamento "flash" (instântaneos ou momentaneos). 

Certos comportamentos se antecipam as leis e regulamentos, nem sempre  fazendo  que  as leis sejam normatizadores, sendo nestes casos uma adaptação de normas sociais vigentes  que, a  margem fogem aos estatudos legais. Alguns casos chegam a ser hilários, insólitos ou  inadequados, porém não podemos esquecer ou negar sua existência. 

  • Ao proibir os jogos de cassinos, o presidente Dutra queria acabar com os jogos de azar, hoje  o governo patrocina vários jogos de loteria diariamente, com prêmio tentadores, mas  disfarça a realidade com a propaganda de finalidade social.
  • O presidente Janio Quadros proibiu as rinhas de galos, mas elas continuaram firmes, fortes, com inclusive a criação de raças de galos rinheiros em vários lugares do Brasil,  inclusive conheci um destes criadores.
  •  Bingos, nem preciso tecer comentários a respeito, sabemos o quanto está inflitrado na nossa realidade.
Bom, voltemos ao casamento, voltando um pouco na história antiga, na Roma antiga tinham duas formas juridicas perfeitas de realizar a união : o cum manum (ou in manum) e o sine manum

Já o casamento no antigo Egito era um ato do foro privado, a concretização do desejo de viver em conjunto, sem qualquer tipo de enquadramento jurídico e sem necessidade de sanção religiosa.

O casamento na Grécia antiga era geralmente monogâmico, constituindo um assunto do foro privado, sem intervenção da pólis (cidade ou poder público).

Os casamentos medievais estiveram na origem de algumas das atuais tradições ligadas ao casamento. Neste tempo em que a Fé dominava os acontecimentos artísticos, intelectuais, sociais e políticos, o casamento era claramente do domínio da Igreja. 

A maioria das mulheres da nobreza casava antes dos 19 anos, e os seus noivos eram, regra geral, muito mais velhos que elas.

Foi durante a Idade Média que as leis do casamento iniciaram a sua evolução.
 
Em 1076, o Concílio de Westminster decretou que nenhum homem devia entregar a sua filha a alguém sem a bênção de um sacerdote. 

Mais tarde, foi decretado que o casamento não devia ser secreto, mas antes um ato público.
 
No entanto, apenas no século XVI, o Concílio de Trento decretou que o casamento devia ser obrigatoriamente celebrado por um sacerdote.
 
Muitas das vezes o casamento significava a celebração de um contrato entre os noivos, estipulando os direitos de cada um. A herança e a propriedade eram os principais motivos que fundamentavam estes casamentos arranjados.

É claro que também existiam casamentos por amor, mas estes verificavam-se sobretudo entre as classes sociais mais baixas.

Nesta época, a separação dos casais era tolerada e, embora não houvesse divórcio legal, a anulação do casamento era possível, mediante circunstâncias especiais.

Estas pequenas histórias vou contando ao longo da minha palestra que dura de 1h30 a 2h, e todos me perguntam : onde está o amor e a família? invariavelmente respondo : boa pergunta, acho que muitas vezes ausente, cego e egoísta, ele se esconde atrás de uma instituição respeitada, para então tomar forma de extensão individual, tornando o  casamento mero instrumento para satisfação de interesses pessoais ou sociais.

O casamento não vai acabar e nem se banalizar mais do que acontece hoje em dia, apenas pela força da nova lei do divórcio, até porque a lei chega atrazado nos usos e costumes da população brasileira. Mas claro que isto reflete minha opinião, respeitando quem pensar diferente.
 

(com informações da Wikipedia e Mini Web Educação)

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4 Comentários

  1. Grande Geraldo, mais uma vez voltamos ao assunto de bom senso, e neste caso também, entretanto por vezes ou outra o estado gosta de querer estatizar muita coisa, como por exemplo o projeto de lei que proibe a palmada .... querem estatizar nossos filhos ... rsrsr

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  2. Geraldo, adoraria ouvir sua palestra, eu não sabia dos tratos, tratados e tratamentos antigos com relação ao casamento.

    Traições sempre aconteceram, estão documentados, estão em filmes de época, e qq tipo de situação que não consideramos familiares.

    Todavia, embora separada, sou a favor da familia, vejo a midia como responsavel por mostrar casamentos de famosos que podem durar até horas ou poucos dias. Um troca-troca, filhos de muitos pais e maes. Onde está o amor e o respeito?! Para onde caminha a instituição matrimonial e seus valores tão belos?!

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  3. Olá Amigo,
    Mais uma vez voltamos ao problema de leis, que sempre farorecem o lado mais forte, vide a Lei Maria da Penha, ela está ai para defender as mulheres, mas se o marido é rico...
    Hoje eu respondi ao amigo Assis minha visão de casamento. Casar requer amor, confiança, respeito, parceria, amizade, alegria de ver ou estar com a pessoa, fidelidade, sentir falta da pessoa e muito mais... com isto acredito que não precisa de lei que impede a palmada, não sei se voce ouvio o comentário do Presidente dizendo que o BELISCÃO doe muito, ele já mostrou um jeitinho de burlar a lei.
    Meu carinho

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  4. Geraldo ,
    desculpa discordar um pouquinho de vc , mas acho que o casamento já está banalizado e tende sim ( na minha opinião ) a ser banalizado ainda mais . Na história recente , com a criação da lei do divorcio enviada pelo então senador Nelson Carneiro iniciou-se este processo de desvalorização do casamento . E hoje com tanta facilidade isto tende a piorar .

    Como sou sempre otimista , acredito que com o tempo ( num futuro distante )pode haver um amadurecimento e a busca do equilibrio .

    abs
    Francisco

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