O Comportamento como pergunta: você é uma maria vai com as outras

Li um artigo de Rodolfo Araújo, no portal da Administração que nos propõe esta questão : Você é uma maria vai com as outras ? Você acha que toma suas decisões sozinho e que o grupo a que pertence não exerce nenhuma influência sobre elas?
Coube, então, ao polonês Solomon Asch buscar entender os mecanismos através dos quais os grupos exerciam pressão sobre os indivíduos. A pergunta que ele pretendia respoder era: como e até que ponto as forças sociais moldam as opiniões e atitudes das pessoas? 

A integra do artigo você lê aqui , porém quero ampliar o conceito de influências e começar pelos nossos grupos sociais de origem, citando uma citação de Aristóteles (384-322 a.C.) : "O homem é reconhecido como um animal social: “qualquer um que não consegue lidar a vida comum ou é totalmente auto-suficiente que não necessita e não toma parte da sociedade, é um bicho ou um deus”  . Baseado nisto comecei a refazer os passos das pessoas, o primeiro grupo social que pertencemos é a familia, na qual nascemos e sofremos as primeiras influências. Tal grupo primário citado por Pichón Rivière (1907-1977), suíço de nascimento, mas viveu desde os 4 anos de idade na Argentina e tornou-se um dos maiores psicanalista da América Latina.

Após a familia, temos a escola, o trabalho e os grupos sociais que participamos, ora como participantes ora como protagonistas, as influências que sofremos no período em que interagimos. O acesso a informação também aumenta o tamanho do acerto ou vulnerabilidade da decisão, como o nosso passado recente do país em que não formamos pensadores e nem deixamos que ampla maioria da população tenha este acesso, vide falta de qualidade de ensino e infraestrutura das escolas, a desvalorização dos educadores, a falta de investimento em pesquisa e desenvolvimento da ciência, vamos então ficando a reboque de uma minoria.

Para alguns governantes, as pessoas que não são instruídas seriam bem mais fácil de manipular suas opiniões e intenções, criando assim políticas assistencialistas criadas para manter estes grupos em sua volta apoiando suas decisões e procedimentos.

Então entramos, resumidamente, na minha conclusão: sem acesso universal ao conhecimento, sem capacidade de formar pensadores, sem proporcionar condições de infra-estrutura adequadas, sem investimento em pesquisa e desenvolvimento de ciência e educação, muitos ainda são maria vai com as outras, por absoluta falta de condições de distinguir ou escolher outra formar de se comportar.

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4 Comentários

  1. Geraldo,

    Sem dúvida que, sem instrução, que é a ferramenta fundamental para o acesso ao conhecimento, as populações são mais manipuláveis pelas classes dominantes. Seja do ponto de vista intelectual ou económico. E assim vulneráveis, as pessoas sem acesso à educação, têm tendência a acreditar que são "inferiores" e a reverenciar os "senhores doutores".

    Abraços
    Luísa

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  2. Olá amigo Geraldo!
    Uma reflexão muito boa proposta pelo texto. Realmente a falta de informação e conhecimento acaba gerando este "efeito manada", com todos indo na direção do senso comum, sem pensar e sem opinar.
    Concordo com a conclusão da postagem.
    Forte abraço, Fernandez.

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  3. Ola Amigo
    Parabéns pelo excelente trabalho. A parte final define realmente a situação, sem conhecimento seremos eternos Maria.
    Um grande abraço

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  4. Atraves dos tempos e fatores historicos, mesmo com instrução, podemos ver que muitas pessoas seguem o que uma unica diz ser correta. Os erros e os acertos acontecem em grupo sim, porque uma minoria recebe votos de maioria. É o poder da manipulação e isso euzinha sente na pele.

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