Responsabilidade do agente publico, um exemplo

A cidade de Porto Alegre/RS sofre, como toda cidade, acontecimentos que são rotina, passando por isto desapercebidos, poderiam simplesmente ser mais um triste relato de uma morte acontecida por enganos no serviço público.  Estou falando do estudante Valtair Jardim de Oliveira, que morreu devido a um choque em uma parada de ônibus, causado por uma pane na instalação elétrica de um poste de iluminação junto a parada, um fio elétrico acabou energizando as chapas metálicas da parada. 

A diferença no caso foi que o prefeito da cidade não se furtou a responsabilidade: José Fortunati assumiu a responsabilidade da prefeitura na manutenção das paradas de ônibus. Ele destacou que a prefeitura não foge da sua responsabilidade, mas que não estava acusando ou culpando alguém.  Para ele, o interesse é descobrir a verdadeira causa da descarga e prevenir outras tragédias. 

O que isto muda, objetivamente? Nada, afinal a tragédia já aconteceu, porém o agente público assumiu a responsabilidade, não fugiu, não se omitiu e principalmente não colocou a culpa em fatores climáticos ou em causas desconhecidas. Se assim fosse, os "santos"  teriam muito que explicar: São Paulo, São Pedro e São Sebastião teriam muita "culpa" no cartório pelas chuvas em excesso, pelas tragédias em lixões e pela incompetência de gestões na cidades e estados que são padroeiros.

E a questão dos "raios" que provocaram o apagão no ano passado? Bom acho que a culpa é de Thor, o Deus do Trovão na mitologia nórdica, mas acho que "ele" não dá expediente no Brasil.

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