Educação e infância jogados no lixo

Foto: Rodrigo Petterson/AE
O Bom Dia Brasil hoje tocou em um assunto que longe de ser glamuroso, enfoca a cruel realidade dos nossos dias. Em dias que se combate o desperdício na alimentação, combate a obesidade, a infância acaba em meio a lixões e convive desde o nascimento com a triste falta de esperança de dias melhores. Alguns trechos da matéria são de entristecer qualquer pessoa mesmo aquelas que não se surpreendem mais com as cenas do cotidiano de uma grande cidade. 

"Renata (21 anos, 3 filhos, grávida de 2 meses do quarto) tem pressa. A concorrência de catadores em Arco Verde, no sertão de Pernambuco, é grande. Ela não para nem para amamentar a bebê.

Maria (4 anos, a filha mais velha de Renata) também trabalha. A menina aprendeu muito cedo a revirar os sacos de lixo à procura do que precisa. A comida que a pequena catadora encontra logo é divida com os irmãos.

“Elas começam a comer, gostam. A gente é acostumada assim. Muita coisa que a gente acha no lixo as crianças comem. Elas são muito novinhas, mas a gente só pode criar assim, não tenho com quem deixar, tenho que levar para onde for”, conforma-se Renata.
 

Esta realidade infelizmente é um aspecto mostrado no premiado curta de Jorge Furtado, Ilha das Flores, para quem não viu o curta, estou o colocando abaixo (ele tem 10m28s). O Ano é 1989, o local é uma das ilhas do Rio Guaíba, em Porto Alegre, agora é 2010, o local é  Arco Verde, sertão de Pernambuco. Nestes 21 anos nada mudou, mata-se a infância e a vida de Renatas e Marias.

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