Medidas Perigosas em atitude do MEC

Créditos da foto: Peter Griffin
Ao ler esta noticia: "..As novas diretrizes nacionais para o Ensino Fundamental, com aprovação prevista para maio, devem recomendar a abolição da reprovação até o terceiro ano. O Ministério da Educação (MEC) apresentará a proposta em audiências públicas que ocorrem neste mês e em abril. A intenção é transformar os três primeiros anos em uma espécie de ciclo de alfabetização, durante o qual o aluno não deve ser retido."  

Não sou profissional de ensino público ou privado, mas isto nem me impede ou isenta de dar opinião. 

Começo a pensar que se a educação não é levada a sério, com ensino voltado a formação de qualidade minima, incorre em risco de incapacitar de avaliar o seu nível de conhecimento,   já que a progressão é automática. Vamos na realidade, na minha opinião, criar para alunos  para extender o nivel de Jardim de Infancia para as três primeiras séries. Lógico que há opiniões contra e favor da medida do MEC, o Jornal Zero Hora colheu opiniões de educadores e autoridades do sistema público de educação no Rio Grande Sul, transcritas logo abaixo:

Para a professora de psicologia da educação da UFRGS Tania Marques, a estratégia traz vantagens e riscos. Ela afirma que a ideia tem o mérito de respeitar o ritmo de cada aluno e de oferecer tempo para que a aprendizagem ocorra. Mas considera perigoso adotá-la sem um acompanhamento adequado e sem que as crianças sejam cobradas:

– Se isso não é muito bem administrado, o professor pode deixar de exigir do aluno tanto quanto deveria. Pode pensar que com o tempo as coisas vão acontecer, mas só a passagem do tempo não garante a aprendizagem.

Adriana Santos, coordenadora de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre/RS, o pré-requisito para o sistema funcionar é garantir o aprendizado da criança.

– O aluno que tenha alguma dificuldade no aprendizado é promovido, mas com um plano de recuperação das lacunas no ano seguinte – explica.

Ervino Deon, secretário estadual da Educação, mostra-se favorável ao plano do ministério.

– Não é reprovando que o aluno vai aprender mais – avalia. 

Sônia Bier, diretora-adjunta do departamento pedagógico da SE/RS, não concorda com a aprovação automática também do segundo para o terceiro ano:

– É válido nos dois primeiros anos, mas além disso é polêmico. 

Eu continuo com minha opinião, trabalhar com esta avaliação de progressão automática transporta nossos alunos com lacunas tão grandes, inviabilizando a formação correta e adequada para os desafios da vida futura. Claro, posso estar errado, mas o panorama atual não está concorrendo para o erro da minha previsão.
(com informações do ZH Digital )


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1 Comentários

  1. Olá amigo Geraldo!
    É por isto que o Brasil vem sendo destaque no mundo por seu elevado grau de educação... ;-) rsrs
    É lamentável este tipo de abordagem... No Brasil se nivela tudo por baixo. Outro ponto é se uma criança estiver apta a pular séries... ai não pode, pois tem que seguir o "ciclo".
    Acho que até poderia existir uma recuperação apenas da matéria que o aluno teve problemas, mas de uma forma adicional e com um acompanhamento regular para ver se esta conseguindo acompanhar o ano corrente... senão é só uma bola de neve. O último professor que pegar o coitado que se vire. :-) rs
    Mas fazer o que? Se nosso "poderoso" sistema de educação está apoiando esta idéia quem somos nós para contestar... ;-) rs
    Forte abraço, Fernandez.

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