A Fábula da Galinha - Little Red Hen

The Little Red Hen é um velho conto popular, o mais provável que seja origem russa. A versão mais conhecida nos Estados Unidos é que, popularizada por Little Golden Books, uma série de livros para crianças publicado para o mercado de massa desde os anos 1940. A história é aplicada em crianças ensinando as virtudes do ética de trabalho e iniciativa pessoal. É tão conhecida que é freqüentemente reescrita por vários especialista e retransmitida na internet em blogs. transcrevo esta versão brasileira do blog do Emilio Calil

Era uma vez uma galinha ruiva que morava numa fazenda com seus três amigos: O cão preguiçoso, o gato dorminhoco e o pato barulhento. Um dia ela encontrou alguns grãos de trigo no quintal e decidiu chamar seus amigos para ajudar a plantá-los.

    “Quem me ajuda a plantar este trigo?” perguntou a galinha.

    “Eu não” latiu o cão preguiçoso.

    “Nem eu” miou o gato dorminhoco.
 
    “Tô fora!” grasnou o pato barulhento.

    “Então eu planto sozinha” respondeu a galinha. E assim ela fez.

    Logo o trigo começou a brotar e quando a época da colheita estava próxima, ela voltou a chamar seus amigos para ajudá-la.

    “Quem vai me ajudar a colher o trigo?” perguntou a galinha.

    “Eu não, isso cansa” latiu o cão preguiçoso.
 

    “Nem eu, vou dormir” miou o gato dorminhoco.
 
    “Eu não ganho nada com isso. Tô fora!” grasnou o pato barulhento.

    “Então eu colho sozinha” respondeu a galinha. E assim ela fez.

    Sabendo que seus amigos não iriam colaborar, a galinha levou sozinha o trigo para o moinho e o transformou em farinha para preparar o pão, mas mesmo assim ela perguntou: 

“Quem vai me ajudar a preparar o pão?”

    “Eu não, se alguém souber que eu trabalhei perco a bolsa-ração” latiu o cão preguiçoso.
 
    “Nem eu, recebo pensão e seguro desemprego, vou dormir” miou o gato dorminhoco.
 
    “Você não vai me pagar hora extra! Tô fora!” grasnou o pato barulhento.

    “Então eu preparo sozinha.” respondeu a galinha. E assim ela fez.

    Quando os pães ficaram prontos os outros animais vieram pedir um pedaço para a galinha ruiva, que respondeu:

    “Não, eu fiz os pães sozinha e sozinha vou comê-los.” E assim ela fez.

    Assim termina a fábula original, a galinha come os pães e os outros animais vagabundos ficam sem nada, mas aqui o final seria bem diferente:

    Após se negar a dividir os pães, a galinha começou a ser insultada pelos outros animais.

    “Maldita galinha burguesa! Exijo direitos iguais!” latiu o cão preguiçoso.
 
    “Que falta de solidariedade! Sua egoísta insensível! Não sente pena dos que têm fome?!” 
miou o gato dorminhoco.
 
    “Gananciosa! Capitalista! Exploradora! Eu vou tomar seus pães à força!” grasnou o pato barulhento.

    Com a confusão a galinha resolveu chamar a polícia e junto com a polícia veio um burocrata do governo dizendo que ela era obrigada a dividir os pães com o governo e com os animais que nunca a ajudaram em nada.

    “Mas eu fiz tudo sozinha! Plantei o trigo, colhi, fiz a farinha, assei os pães e ninguém me ajudou em nada!” reclamou a galinha.

    “Sim, mas você fez tudo isso dentro desta fazenda e aqui não somos capitalistas, todos devem dividir seus lucros com os demais para manutenção da paz. Isso é justiça social”, disse o burocrata.

    Depois do pequeno discurso do burocrata os demais animais comemoravam enquanto a polícia confiscava os pães da galinha ruiva:

    “Bem feito! Ficou sem nada! Se ferrou galinha elitista!” gritavam histericamente.

    De posse dos pães o governo ficou com a maior parte, deixando apenas algumas fatias duras para os animais vagabundos, que comemoraram a expropriação dos pães da galinha, aplaudindo a adoção do sistema de justiça social que lhes garantia migalhas.

    Entretanto, depois de algum tempo eles começaram a se questionar porque nunca mais a galinha voltou a fazer pão…

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1 Comentários

  1. Olá Geraldo!

    A minha filha mais nova (7 anos) adora a história da Galinha Ruiva! E eu também! :)

    Aqui é editado pela Verbo na colecção "Ler é Crescer - Leio Sozinho" Tem umas ilustrações lindas! Excelente conto, parabéns!

    Abraços
    Luísa

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