Comportamentos histriônicos na blogosfera


Vou voltar a falar sobre certos comportamentos nas blogosfera, desta vez falando sobre os histriônicos (ou histéricos). São considerados como tal os “bebês chorões”, “malandros”, “conspiradores” ou “manipuladores”. Já falei em artigo anterior sobre o comportamento dos valentões da blogosfera, os trolls. 

Vamos falar agora sobre este tipos de comportamento já definido por Platão (400 aC),  como: “ ... também nas mulheres e pelas mesmas razões, a chamada matriz ou útero é um animal que vive nelas com o desejo de fazer filhos. Quando fica muito tempo estéril, após o período da puberdade, tem dificuldade em suportá-lo, indigna-se, erra por todo o corpo, bloqueia os condutos do hálito, impede a respiração, causa mal-estar extremo e ocasiona doenças de toda espécie”.  

Então entendemos que esta definição de Platão aplica-se na blogosfera como a produção, divulgação e popularização de nossos artigos, opiniões, comportamentos e influências no meio digital. Observo, principalmente, este tipo de ações quando são citadas expressões como: “ninguém lê meus artigos, ninguém comenta, ninguém retransmite minhas opiniões e comentários”. No caso do Twitter, reclamam : “Ninguém dá RT (retweet ou retransmitir) nas minhas indicações”.  

No histérico, o traço prevalente e mais unanimemente reconhecido entre diversos investigadores é o “histrionismo”. A palavra, que significa teatralidade, surgiu na Roma antiga para designar como histrião, o comediante, que representava papeis. 

Portanto, o histrionismo do histérico clássico é representado por seu caráter afetado, exagerado, exuberante como se estivesse fingindo. Sua representação sempre varia de acordo com as expectativas da platéia. É um comportamento caracterizado por colorido dramático, extrovertido e eloqüente, com notável tendência em buscar contínua atenção. Trata-se dos únicos distúrbios de personalidade mais freqüentes no sexo feminino. 

Os pacientes histriônicos tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações sempre que percebem não serem o centro das atenções ou quando não recebem elogios e aprovações. São pessoas freqüentemente animadas e dramáticas, tendendo sempre a chamar atenção sobre si mesmas. De início elas costumam encantar as pessoas com quem travam conhecimento, principalmente devido ao seu entusiasmo, à aparente franqueza e fragilidade ou, simplesmente, devido à exímia capacidade de sedução. Tais qualidades, contudo, perdem sua força à medida que esses indivíduos passam a exigir continuamente o papel de "dono da festa" .

Sendo assim, tentam ou ser chorões, ou manipuladores tentando desconsiderar seus "pretensos desafetos digitais" ou atacar de maneira indireta, já que ninguém ou poucas pessoas consideraram relevante comentar sobre "o massacre das focas albinas na Zâmbia do Norte".


(Com informações dos sites Psiqweb e Psicosite)

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5 Comentários

  1. Amigo Geraldo, pense num texto que adorei ler. tipico e parecido com os meus que coloco no blog dos absurdos.(esqueceu de apontar os que se fazem de vitima.) mas ok.
    O texto disse tudo.
    parabens!
    abçs

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  2. Olá Geraldo, também gosto muito de ler sobre comportamento, principalmente sobre os transtornos de personalidade. Gostei muito de ler seu texto e ver que vc também se interessa por este assunto. Um livro interessante e fácil de ler que te recomendo é "Vampiros Emocionais". Vale a pena e há um capítulo inteiro sobre os histriônicos.

    bjs

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  3. Também gosto de ler sôbre comportamento e meu forte netuno me faz tentar sempre compreender as pessoas, mas é terrível quando convivemos com alguém que sabe manipular e quer toda a atenção para si! são tão mansos, no início, mas experimente fazer algo por sua própria conta... ou reagir de modo diferente do que esperavam... então verão como viram feras, de um momento para outro!!
    Em parte, serve-me de ensinamento, pois só assim, nós, do outro lado, aprendemos a ser mais auto-afirmativos e a sair de tras das cortinas, não é?
    Também é bom verificarmos se não estamos, com nossa atitude, a alimentar a do outro. Podemos ter "responsabilidade" também, não é?
    Abraço, Vera.

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  4. Olá amigo Geraldo,

    Parabéns pelo post.

    O texto é muito interessante. Gosto desse tipo de leitura e achei essa, fascinante.

    Carinhoso e fraterno abraço,
    Lilian

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  5. Geraldo, gostei da dica da Leila, especialmente pq é a segunda vez que alguém fala sobre o tal livro.

    Quanto ao que vc se refere, nossa... enquanto eu lia só lembrava de casos e casos que já esbarrei pelo mundo virtual.

    Bjs

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