Romance forense - O noivo fujão



Hoje neste nosso espaço de Romance Forense, enfocamos a divertida história do noivo em fuga. Esta divertida (e inusitada) história está relatada abaixo, confiram



Já na manhã seguinte à festa de bodas, ocorrida no melhor clube da cidade interiorana, o zum-zum não deixava por menos: "o homem sumiu".
 
Nas semanas seguintes houve um angustiosa busca que revelou que, comprovadamente, ainda na madrugada das núpcias, ele tomara um táxi que o deixou, no amanhecer, no aeroporto da capital do Estado. Dali - soube-se depois quando a companhia aérea respondeu a uma requisição judicial - tomara, cedo na manhã, um avião para a capital da Bahia, sem nunca mais ser notícias dele.
 
Imagens disponibilizadas pela Infraero da capital baiana mostraram o fujão descendo sozinho - e despreocupado - no aeroporto de Salvador.

Dois meses depois, a jovem ex-esposa ingressou com a ação de anulação de casamento, por erro essencial. A citação do réu foi editalícia.
 
Após coletar a contestação oferecida por curador e colher a prova, o juiz de primeiro grau desacolheu o pedido. Na sentença, fundamentou que "a autora, mulher com formação universitária e com vivência, certamente já teria se capacitado, antes,  que o seu casamento seria uma incerteza. Em outras palavras, conhecia bem o ´homem´ com quem iria casar".
 
O caso, assim - pela avaliação do magistrado singular - seria de separação judicial litigiosa. Houve apelação.

Em agosto/09, a Câmara Cível do TJ anulou o casamento, fundamentando que "todas as tentativas de localizar o réu foram frustradas, porque mesmo sendo oficiado a diversos órgãos públicos, ouvidas as testemunhas e consultados os pais do demandado, nada disso ajudou para localizar aquele, razão pela qual sua citação se deu por edital".

Essa conjunção era uma das "provas provadas" de que "o casamento não foi consumado, até porque as partes sequer permaneceram juntas até o final da festa de casamento".

Na cidade interiorana, onde já cumprida a averbação da anulação do casamento, o processo ficou conhecido como "o caso da enfim só". É uma paródia ao romântico "enfim sós" - expressão que marido e mulher apaixonados, e recém casados, costumam trocar durante as delícias da lua de mel. 
 
Fonte:  Espaço Vital  com Charge de Gerson Kauer

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