Nossa educação não é olimpica



Você lembra da novela Gabriela ? Está certo, ela é antiga, baseada na obra de Jorge Amado, ela foi ao ar no ano de 1975, coloquei o vídeo do chefão do lugar: Coronel Ramiro Bastos (abaixo)  para quem quiser relembrar ou então conhecer esta obra que lançou Sônia Braga num papel de destaque na tele-dramaturgia brasileira. Mas é a estrutura política que quero ressaltar, observem bem como as ordens eram dadas :




Os coronéis do nordeste, os caudilhos do sul e as oligarquias rurais do Sudeste, são os poderes que mandam na segurança, saúde e educação, tem o poder do trovão, vida e morte de seus habitantes. O que mudou do inicio do século XX para cá? Para educação no Maranhão, terra de você sabem quem, a noticia do Bom Dia Brasil de ontem causou-me revolta pela precariedade das condições de ensino, confira um pequeno da matéria:

Escola no interior do Maranhão não tem cadeira nem sanitários




"Na Escola Municipal Nova Canaã não há bebedouro nem divisão por etapa de aprendizado.

Existe um Brasil de futuro. Nele, estão as futuras riquezas do pré-sal, a economia reagindo bem, as possíveis alegrias da Copa de 2014 e a Olimpíada, em 2016. Mas existe outro Brasil. O dos alunos de uma escola do interior do Maranhão. Na cartilha desses jovens, a palavra futuro não foi escrita. Mesmo que tivesse sido, muitos nem entenderiam, porque não sabem ler. O que eles sabem - na pele - é o significado de outra palavra: abandono.

Um casebre de barro, caindo aos pedaços, é a sala de aula para dezenas de crianças.

"Dá até medo ficar aqui debaixo e cair por cima da gente", diz a aluna Eliete Sepulte Monteiro.

Noticia publicada no oglobo:

 O Brasil ainda vai precisar de cinco anos para conseguir cobrir a determinação da Constituição de garantir o ensino fundamental à população. No entanto, esse prazo será muito maior para a camada de brasileiros com mais de 30 anos. O sistema educacional brasileiro ainda reflete as desigualdades sociais e regionais do país. Os dados constam do estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Leia mais: Metade dos professores ganha menos de R$ 720)

A taxa de analfabetismo no Brasil foi de 10% em 2008. No entanto, o percentual varia de 5,8% no Sudeste para 19,4% no Nordeste. Nas áreas rurais, o analfabetismo chega a 23,5% contra 4,3% nas regiões urbanas. A taxa entre os negros é de 13,6%, mais do que o dobro do percentual identificado entre a população branca. A camada da população com mais de 40 anos tem um índice de analfabetismo de 16,9%. Para o diretor de estudos sociais do Ipea, Jorge Abrahão, o analfabetismo no Brasil tem endereço.

    " Para resolver o problema da educação no Brasil é preciso resolver o gargalo do analfabetismo "


Vejam bem, se colocassemos R$ 30 bilhões na educação não acham que o investimento compensaria?  Teríamos um novo futuro para nossas crianças, jovens e adultos. 


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1 Comentários

  1. Excelente artigo, Geraldo!
    Pena que as prioridades sejam outras. Ao investir em educação o desvio de verba acontece, mas é infinitamente menor do que quando se gasta bilhões em obras. Aí fica fácil para todos "levarem o seu".

    Li no jornal de hoje que em Brasília será construído um estádio para a Copa 2014 ao custo de R$ 900 milhões!!!!!
    Para piorar, a cidade não conta com nenhum time na primeira ou segunda divisão do campeonato brasileiro.

    900 milhões.

    Viva o Brasil.

    Abração

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