Gestão de Pessoas

Hoje em dia fazer uma boa gestão de RH é uma tarefa complicada, ter que administrar vários perfis de profissionais, sejam eles capacitados ou não, ter que se envolver com o seu tipo de atitude desde a seleção. Imaginemos que a primeira visualização que contrata (ou não)  o profissional seja seu  currículo, depois suas atitudes na entrevista de seleção. Pronto funcionário contratado, ele poderá revelar faces conhecidas ou ocultas. As cenas são comuns: durante uma conversa no almoço ou tomando um café, alguém conta uma informação confidencial da empresa, ou ainda, durante uma situação de conflito, acaba falando algo que não deveria. Por que as pessoas agem assim?

Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa, as pessoas que falam por impulso agem guiadas pela emoção e são extremamente ansiosas. "São pessoas imaturas emocionalmente, que agem sem pensar nas consequências e não sabem ouvir, só querem falar", explica.


A explicação para esse comportamento pode estar na educação que essas pessoas receberam na infância. "É provável que essa era a forma que a pessoa tinha de responder ao conflito, e quem a educou não mostrou as consequências do comportamento. Ela acabou aprendendo que essa era a forma de se expressar", diz.

A impulsividade demonstrada nesta atitude, se já prejudica a vida privada, no ambiente corporativo acaba por tomar dimensões muito maiores. Isso porque, embora não seja sempre considerado um "funcionário problema", o profissional ficará marcado entre colegas e chefes.

"Se a pessoa não sabe controlar a raiva ou outras emoções, discutindo sempre, ela poderá gerar problemas na equipe", afirma Clarice, que também lembra do caso de pessoas que não falam por impulso em situações de conflito, mas que não conseguem guardar informações confidenciais da empresa, o que pode prejudicar sua imagem perante a organização.

Além disso, a psicóloga lembra que, em reuniões, esse tipo de profissional também pode ter problemas, já que uma de suas características é a incapacidade para ouvir. "Em uma reunião, as pessoas expõem suas ideias, e se ele não consegue escutar e só quer falar, poderá se comprometer", diz.

 
Porém, ter essa impulsividade não significa a impossibilidade de ter uma carreira de sucesso. Algumas dicas podem colaborar para tornar essa atitude menos frequente. O primeiro passo é reconhecer a fala impulsiva. "Se a pessoa percebe que tem esse comportamento, isso já é importante, porque, assumindo a responsabilidade, ela não vai colocar a culpa na empresa ou em outra pessoa da equipe, o que normalmente é feito por esses profissionais", diz Clarice.

Depois disso, é necessário observar em quais situações e com quais pessoas a fala por impulso ocorre, se é apenas em momentos de estresse ou de raiva, com o líder ou com colegas. Com o autoconhecimento, será possível controlar mais as emoções.

"Mas controlar não é reprimir a emoção. Tem de sair da situação. Se está com raiva ou ansioso, tem de respirar, ir tomar um café, para parar, pensar e ouvir para ver qual a colocação mais adequada a se fazer, porque quem fala por impulso não pensa antes", explica.

A psicóloga ressalta que isso é um treinamento e deve ser feito toda vez que essas situações forem notadas pela pessoa. "Se ela não consegue mudar sozinha, aí deve buscar uma ajuda profissional", diz.

Clarice também lembra que a própria empresa pode ajudar o funcionário a deixar de agir por impulsividade, usando do feedback. Nesse caso, devem ser explicadas para a pessoa as consequências de passar uma informação da empresa, e não apenas dizer "não se deve falar isso".

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1 Comentários

  1. Oi Gê.

    Adorei o Artigo.

    Estava pensando, concordo com o que foi relatado, mas será que também não poderia estar relacionado diretamente ao caráter da pessoa, além da imaturidade e da impulsividade?

    Beijos

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