Coligações e a estranha maneira de fazer politica

Confesso que no processo de redemocratização do país, tinha uma idéia melhor de como funcionava as siglas partidárias. Quando votei no meu primeiro pleito, para governador, senador, deputado federal e estadual, isto lá no Túnel do Tempo (15 de Novembro de 1982), sabia direitinho que o PDS era o partido do governo, de direita. PMDB, PDT e PT eram governos de esquerda e oposição. Concorriam Jair Soares - PDS (eleito), Pedro Simon - PMDB (2º Lugar), Alceu Collares - PDT (3º lugar), Olivio Dutra - PT (4º lugar). A margem pró Jair Soares foi de 35 mil votos. Após todos os candidatos (na ordem de votação) foram eleitos para o governo do estado do Rio Grande do Sul, somente que Antonio Britto (PMDB)  se interpôs entre Alceu Collares e Olivio Dutra. Na época entendia o que era direita e esquerda e que partidos incompatíveis ideologicamente não poderiam ser aliados.

Hoje, uma salada de siglas e processo ideológicos estão me confundido, em algumas cidades são situação (governo) e em outras oposição, mas fazem coligações sem levar em conta sua matiz ideológica, vale tudo para eleger seus representantes, tanto faz sejam prefeitos ou vereadores;

Se o partido é do governo ou da base aliada então a salada é total, na capital o acerto é um, na região metropolitana é outro e no interior do estado os mais diferentes acordos partidários confundem minha cabeça. 

Afinal partidos de esquerda e direita brigam na capital, se coligam na  região metropolitana e no interior é cada um por si.

Pretendo em outro artigo mostrar da onde saiu os termos "esquerda" e "direita" e mostrar que jacobinos (esquerda) e girondinos(direita) devem estar girando em seus túmulos mais que as turbinas de Itaipú  com estes acertos. 

Aqui criamos "jacodinos"  e "gironbinos", que salada!!

Postar um comentário

0 Comentários