EUA querem atender 3% do consumo energético do país com cocô de vaca

 
Foto: Author: Magnus Rosendahl 
Tecnologia já usada em pequena escala no Brasil pode se espalhar pelos Estados Unidos. Além de gerar energia, técnica também reduz o impacto do aquecimento global. O estrume gera dois gases com grande potencial energético: o óxido nitroso e o metano.



Um grupo de americanos quer usar uma fonte de energia diferente para lutar contra o aquecimento global no país: cocô de vaca. É, você leu direito e não é brincadeira. Cientistas querem usar os dejetos do gado para levar eletricidade para até 3% de toda a América do Norte.



A tecnologia não é nova. O uso do estrume para geração de energia é comum em pequeníssima escala. Já é usado aqui no Brasil em comunidades rurais mais isoladas, onde a rede de energia elétrica não alcança. A novidade é que os pesquisadores americanos acreditam que essa técnica pode servir para energizar milhões de lares americanos.



O estrume gera dois gases com grande potencial energético: o óxido nitroso e o metano. O interessante é que esses dois gases também são poderosos vilões do aquecimento global. O óxido nitroso é 310 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono; o metano, 21 vezes mais.



A equipe da Universidade do Texas comparou duas alternativas. A primeira era a continuação de tudo como está hoje: o estrume sendo deixado para se decompor naturalmente e a energia sendo obtida principalmente da queima de carvão. A segunda era uma nova alternativa: o uso do estrume para a geração de biogás e energia.



Segundo as contas dos cientistas, 100 bilhões de quilowatts/hora poderiam ser gerados com o número atual de gado que os Estados Unidos possuem. O bônus? Tirar de circulação o metano e o óxido nitroso e reduzir em 4% a emissão de gases do efeito estufa do país.



“A eletricidade gerada seria usada mais em áreas rurais, não em cidades”, explicou ao G1 o autor do estudo, Michael Webber. “A melhor maneira de expandir essa tecnologia é incentivar grandes fazendas a lidar com o estrume de maneira a ser convertido em biogás”, explica.



De acordo com Webber, a geração de energia dessa forma pode até resultar em uma nova fonte de renda para os pecuaristas. “Eles podem vender o biogás ou a eletricidade gerada”, diz ele. E economizar o dinheiro gasto para se livrar do estrume.



Os resultados foram apresentados nesta semana na revista especializada “Environmental Research Letters”. 

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1 Comentários

  1. Uma coisa que eu detesto é Exposição Agropecuária.
    Um dos motivos é o cheiro do cocô bovino e outro é a música sertaneja.
    Finalmente uma boa utilidade para esse cocô todo.
    Tomara que a moda pegue...
    Abração, meu amigo!

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