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Por Onde Anda? - Maria Cláudia


atriz década de 1970
Maria Cláudia, atriz  decada de 1970
O Por Onde Anda de hoje traz uma mulher, a atriz carioca Maria Cláudia e descobrir porque ela desapareceu da telinha.  Nascida no Rio de Janeiro dia 09 de outubro de 1949, esta libriana veio ao mundo para brilhar. Filha única, Maria Claudia desde pequena já mostrava veia artística: fazia ballet, teatro e era fotografada para revistas.

A carreira profissional de Maria Claudia começou em 1969, na extinta TV Rio, como apresentadora do "Telejornal Pirelli", com Luís Jatobá e Cid Moreira. No "Telejornal Pirelli" trabalhava como entrevistadora e apresentadora.

Na TV Globo, para onde foi no final de 1969, Maria Claudia começou apresentando programas como o "Festival Internacional da Canção" (1970-71) e "Alô Brasil, Aquele Abraço" (com José Augusto Branco, Arlete Sales, Lucio Mauro, entre outros).

Em seguida trabalhou em novelas, atuou em minisséries, filmes de grandes diretores brasileiros e muitas peças de teatro. Na maior parte, era protagonista. Além de atriz, apresentadora e entrevistadora, Maria Claudia também foi produtora dos seguintes espetáculos de teatro: "Réquiem para uma Negra", "Fantoches" e "Jango".

Participou de vários programas e especiais em diversas emissoras de TV. Foi capa de muitas revistas, e eleita uma das mulheres mais bonitas do Brasil durante os anos 70. É casada desde 1976 com o filósofo, escritor, jornalista e roteirista Luiz Carlos Maciel.


Maimagem atualria Cláudia, ainda hoje, gosta de posar para fotos com um crucifixo italiano de pedras verdes. O talismã dado por sua mãe é o acessório que a atriz usava na época em que sua imagem estava nas principais revistas do país. 
 Aos 57 anos, ela volta a usar o objeto da sorte ao falar dos novos trabalhos: um papel em "Caminhos do coração", trama de Tiago Santiago que começa no próximo dia 28, na Record, e a peça "Lembranças de um sonho", que estréia nesta quinta-feira, no Teatro Glória. Antes que o público comemore a "volta" de Maria Cláudia, a atriz - que ainda conserva a beleza que a fez famosa na década de 70 - afirma que nunca desistiu da carreira.

Em 2005, ela participou da bem-sucedida versão de "A escrava Isaura" na mesma Record.

- As pessoas dizem que parei porque eu não estou na Globo - afirma ela, que não sabe dizer por que ficou tanto tempo afastada dos folhetins.  
- Não pintou mais convite, mas não sei o motivo. Tenho, inclusive, o maior carinho por todos na Globo. Mas, como não me chamavam, e pedra que não rola cria limo, pensei que estava na hora de correr perigo. Nascer, viver e morrer no mesmo lugar é muito limitador - diz a atriz, que deixou a TV Globo em 1992, depois de participar de "Deus nos acuda", de Sílvio de Abreu.

Depois de sete anos de tratamento para curar um problema nas cordas vocais, que lhe tirou a voz no réveillon de 1984 para 1985, a atriz não conseguiu se livrar totalmente da rouquidão. Mas não acha que isso tenha atrapalhado sua carreira.

- Eu voltei com a voz rouca, mas tem tanta atriz assim, né? - pergunta ela, para, em seguida, dar uma sonora gargalhada. - Não sou o tipo de pessoa que fica chateada e magoada. Achei que a vida estava me colocando para fazer mais teatro.

Acredito em desígnios. E aprendi que as portas se fecham, mas também se abrem. Quem fica magoada fica com a energia estagnada. Não quero raiva, mágoa, esses sentimentos dentro de mim. Quando eles aparecem, eu falo: "Xô, xô, vai embora, vai para o fundo do mar sagrado" - diz a atriz, apontando para a janela de seu apartamento, no Leblon, pertinho da praia.

Embora tente manter o bom humor, a doença nas cordas vocais é um assunto que ela gostaria de ver encerrado.

- Parece que virou um estigma - lamenta. - Disseram-me que foi câncer, mas eu só sei que eu perdi meu pai, minha melhor amiga, que eu considerava uma irmã de sangue, e minha mãe, um depois do outro. Minha mãe morreu em 28 de agosto de 1984. Pensei que fosse a última perda, mas no réveillon daquele ano fiquei sem a voz. E era tudo emocional. Afinal, tinha perdido tudo o que eu tinha na minha vida. Sou filha única. Fiquei sozinha.

Depois de muitas injeções, consultas em São Paulo e cirurgias, inclusive espirituais, ela não sabe dizer o que a curou. Diz que a voz voltou quando teve de voltar, porque acredita que "tudo tem o seu tempo".

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