Medicina personalizada é usada para tratar câncer


A medicina personalizada, que consiste na utilização de remédios específicos para o tratamento de câncer, dominou os debates do Congresso Mundial de Oncologia realizado em Chicago, nos Estados Unidos. O evento foi organizado pela Associação de Oncologistas do EUA (Asco) entre os dias 31 de maio e 3 de junho deste ano. O médico oncologista porto-alegrense Jeferson Vinholes participou do encontro, que reuniu cerca de 35 mil especialistas de diversos países e trouxe na bagagem novidades para o tratamento de pacientes com câncer na Capital.

O médico gaúcho informou que a medicina personalizada consiste no desenvolvimento de medicamentos mais específicos. "São remédios que permitem a descoberta de como o tumor age e de como está crescendo. Com base nestes dados se produz um medicamento para combater a doença sem os efeitos colaterais tão temidos pelos pacientes", destaca.

Vinholes explica que durante mais de 30 anos a quimioterapia foi utilizada nos tratamentos de câncer. No entanto, os efeitos colaterais causados pela medicação, como a perda de cabelo e as infecções, são um drama para pacientes e familiares.

De acordo com o oncologista, as pesquisas estão descobrindo que alguns pacientes respondem de maneira diferente ao uso de cada medicamento. Segundo Vinholes, no congresso se discutiu a importância da pessoa e as suas características individuais. "A medicina personalizada tem a tarefa de tratar cada indivíduo, respeitando as suas diferenças."

O especialista explica que o câncer de mama era tratado de uma única maneira e atualmente se sabe que existe pelo menos quatro tipos da doença. "Para cada um serão desenvolvidos remédios específicos. Antes dessa nova tendência, os pacientes recebiam a mesma solução: a quimioterapia", comenta.

O especialista disse que serão realizados testes de sangue, biópsia no tumor retirado do paciente e até a investigação da parte genética de cada pessoa. Nos Estados Unidos, a implantação do sistema de medicina personalizada já começou a ser utilizado em alguns hospitais.

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