Cancer

Sangue

20 de novembro de 2017

As taxas globais de câncer de pulmão revelam a sombra escura do tabaco

no mundo todo
O câncer de pulmão mata mais de um milhão e meio de pessoas todos os anos em todo o mundo.

São mais de 4.000 óbitos por dia desse tipo de câncer. E, mesmo, isso contrasta com o número total de mortes causadas pelo maior fator de risco para o câncer de pulmão - tabagismo - que é responsável por um assombroso 6 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

O professor Sir Richard Peto , cientista do Cancer Research UK sobre tabagismo e câncer, disse: "Embora alguns fumantes não sofram câncer de pulmão e alguns cânceres de pulmão não são causados ​​pelo tabagismo, mais de 80% dos cânceres de pulmão são causados ​​pelo tabagismo. "

O tabagismo também está relacionado com uma série de outros tipos de câncer e é a maior causa evitável de câncer. Sabemos de países que introduziram medidas de controle do tabagismo que as taxas de tabagismo estão refletidas nas tendências do câncer. Isso significa que os esforços mundiais para reduzir o tabagismo têm o potencial de fazer uma diferença monumental para as taxas globais de câncer.

Porque é preciso muitos anos de acúmulo de dano causado pelo fumo de tabaco para desenvolver câncer de pulmão, os efeitos da alteração das taxas de tabagismo sobre as taxas de câncer não se tornam evidentes durante várias décadas. E isso está claramente refletido nas tendências que vimos ao longo dos anos e continuamos a observar hoje.

"Quando se trata de tabagismo e padrões de câncer de pulmão dentro de uma população, podemos ver um ciclo de 100 anos que os países tendem a passar", diz Phillips. Um aumento nas taxas de tabagismo é geralmente seguido por um intervalo de 30-40 anos antes do início das taxas de câncer de pulmão, acrescenta. Essas taxas então atingem o pico no terceiro trimestre do século.

De acordo com Phillips, as taxas de tabagismo caem "à medida que as pessoas tornam-se sábias para os efeitos do tabagismo". Uma queda nas taxas de câncer de pulmão seguirá mais tarde. "Você pode acompanhar esse mesmo padrão em diferentes partes do mundo", acrescenta.

15 de novembro de 2017

Pilula eletrônica inédita é aprovada no EUA


Aprovada pela FDA
As autoridades federais americanas autorizaram a comercialização do primeiro comprimido eletrônico, capaz de indicar se o paciente tomou o remédio e quando tomou. Um sensor inserido na pílula emite um sinal que permite determinar a hora e a data em que ela foi ingerida, informou a Administração de de Medicamentos e Alimentos (FDA) em um comunicado.

Este sistema de rastreamento foi autorizado para um tratamento contra a esquizofrenia, manias agudas e trastorno bipolar. Trata-se do aripiprazol, comercializado sob o nome de Abilify desde 2002. A versão eletrônica se chama Abilify MyCite.

Uma vez ingerida a pílula, seu sensor, composto de cobre e silício, emite um sinal elétrico ao entrar em contato com os líquidos do estômago. Depois de alguns minutos, esse impulso elétrico é captado por um patch colocado no tórax. O patch, que deve ser substituído toda semana, transmite, então, a informação para um aplicativo que permite aos pacientes comprovarem a ingestão do medicamento em seu celular.

Os pacientes também podem permitir o acesso de seus médicos ao sistema através de um site.

— É possível rastrear a ingestão de medicamentos receitados, pode ser útil para pessoas com enfermidades mentais — afirmou o doutor Mitchell Mathis, diretor da divisão de tratamentos psiquiátricos do Centro de Pesquisa e Avaliação de Medicamentos da FDA.

Mas a FDA assinala que este sistema de rastreamento ainda não demonstrou capacidade de melhorar a ingestão regular de medicamentos.

O Abilify MyCite é comercializado pelo grupo farmacêutico japonês Otsuka Pharmaceutical Co., enquanto que o sensor e o patch são fabricados pela americana Proteus Digital Health.
Fonte: FDA

3 de novembro de 2017

Curiosidade pode aumentar a memória

Grande parte das coisas corriqueiras de um dia normal de uma pessoa são esquecidas. 

aumenta com a curiosidade
Por outro lado, alguns eventos e situações ficam na memória e são facilmente lembradas por muito tempo. Uma questão sempre levantada pelos pesquisadores desta área do conhecimento é: - O que diferencia as situações em que eventos são lembrados das situações que são esquecidos?

De uma maneira geral as pessoas lembram e aprendem com mais facilidade assuntos que interessam a elas, o que sugere que a motivação e a curiosidade - que é uma forma de motivação - são aspectos importantes no aprendizado e formação da memória. Esta constatação empírica é, no entanto, pouco entendida quanto aos seus mecanismos.

Este entendimento ficou mais próximo a partir dos resultados de uma pesquisa publicada recentemente na revista científica Neuron. Em uma primeira fase do experimento um grupo de um total de 28 pessoas foi apresentado à diversas perguntas triviais em que o participante quantificava qual a probabilidade dele saber a resposta e o seu grau de curiosidade de saber a resposta.

Na segunda fase do experimento, as perguntas que os participantes tiveram baixa probabilidade de saber a resposta foram classificadas como de alta curiosidade ou baixa curiosidade e aplicada enquanto o participante se submetia a um exame de imagem dinâmico, chamado deressonância magnética funcional, que indica quais regiões do cérebro são ativadas em determinada situação.

Entre as questões eram mostradas figuras neutras de pessoas.

Os pesquisadores investigaram quais regiões cerebrais eram recrutadas enquanto o individuo respondia às questões, relacionando as regiões com o grau de curiosidade. A fase final consistiu-se de um teste surpresa de memória em que eram apresentadas novamente as mesmas perguntas e as figuras das faces.

Os resultados revelaram que os participantes lembraram mais das perguntas que eles tinham maior curiosidade e, além disso, lembraram mais das figuras incidentais que estavam associadas às perguntas de maior curiosidade.

Por sua vez, a análise de imagem mostrou que as perguntas de maior curiosidade ativaram uma região do cérebro que funciona como sistema de recompensa - chamada denúcleo acumbens - e uma região, chamada de hipocampo, que é a responsável pela formação de novas memórias. Além disso, mostrou uma forte interação funcional entre estas duas regiões.

Apesar de ser um trabalho com uma abordagem metodológica relativamente complexa, o conjunto de seus resultados é bastante claro e confirma a hipótese motivacional do aprendizado. E vai mais além, ao demonstrar que o mecanismo está relacionado com a ativação de um circuito cerebral de recompensa na situação de curiosidade e que, interagindo com o centro formador de memórias, coloca o cérebro em uma condição fisiológica mais propícia para aprender e reter novas informações, sejam elas a origem da curiosidade ou simplesmente estejam temporalmente associadas a um estado de curiosidade.

Despertar a curiosidade de quem está aprendendo pode facilitar o aprendizado não só daquela curiosidade, mas também de todas as informações, raciocínios, práticas e habilidades que estão associados a ela.

Isto pode servir de estratégia formal para professores, instrutores, tutores e mestres em geral, no processo ensino-aprendizado, como também para aqueles que, com mais idade, queiram manter a memória em dia.

1 de novembro de 2017

Ligação entre consumo de maconha na adolescência e psicose se fortalece

estudo liga o consumo ao aumento da esquizofrenia
A aceitação de cannabis pela sociedade para tratar náusea, dor e outras condições é rapidamente seguida pelo desejo de legalizar a planta para uso recreativo. Os efeitos colaterais aparentemente inócuos da maconha ajudaram a abrir caminho para tornar o seu comércio legal, com todo o brilho de marketing de outros produtos de consumo. Contudo, essa conta limpa de saúde é limitada. 

O impacto potencialmente prejudicial da maconha no desenvolvimento do cérebro de adolescentes permanece sendo um ponto importante para pesquisa - particularmente devido à possibilidade de usuários adolescentes poderem enfrentar um risco maior de psicose.

Novas descobertas podem aumentar essas preocupações. No Congresso Mundial da Associação Mundial de Psiquiatria em Berlim, no último dia 9 de outubro, Hannelore Ehrenreich, do Instituto Max Planck de Medicina Experimental, apresentou os resultados de um estudo feito com 1200 pessoas com esquizofrenia.

A pesquisa analisou uma gama ampla de fatores de risco genéticos e ambientais para o desenvolvimento da debilitante doença mental. Os resultados - sendo submetidos para publicação - mostram que pessoas as quais consumiram cannabis antes dos 18 anos desenvolveram esquizofrenia aproximadamente 10 anos antes do que aquelas as quais não consumiram. Os dados indicam que quanto maior a frequência de uso, menor a idade em que a esquizofrenia começa a se manifestar. 

Em seu estudo, nem o uso de álcool ou a genética preveram um tempo menor, apenas a maconha. "O consumo de cannabis durante a puberdade é um importante fator de risco para a esquizofrenia", diz Ehrenreich.

Outros estudos, embora não todos, apoiam o impulso das descobertas de Ehrenreich. "Não há dúvidas", conclui Robin Murray, professor de psiquiatria na King`s College de Londres, de que o uso de cannabis em jovens aumenta o risco do desenvolvimento de esquizofrenia quando adultos. Falando na conferência de Berlim, Murray - um dos primeiros cientistas a pesquisar a ligação entre a maconha e o distúrbio - citou 10 estudos que encontraram um risco significativo de jovens usuários de cannabis desenvolverem psicose. 

Ele também mencionou outros três estudos os quais identificaram uma tendência clara, mas com um tamanho de amostragem muito pequeno para ter significância estatística. "Quanto mais [cannabis] você usa - e quanto maior a sua potência - maior o risco", ele afirma, advertindo que isso faz os tipos cada vez mais potentes de maconha especialmente preocupantes.

Em uma entrevista, Murray disse que sua pesquisa com usuários em Londres mostrou que a cannabis de alta potência - com aproximadamente 16% de THC (tetraidrocanabinol) - estava envolvida em 24% de todos os casos de um primeiro episódio de psicose. (Novas leis permitindo o uso de maconha recreacional não tornam legal o consumo de cannabis por adolescentes, mas isso não impediu o seu acesso.)

As interpretações dessas novas descobertas dificilmente receberão aceitação universal. Perguntas sobre o vínculo entre cannabis e psicose persistiram por anos. 

"Os dados disponíveis sobre o assunto estão longe de serem definitivos - particularmente no que diz respeito a qualquer relação potencial de causa e efeito", observa Paul Armentano, vice-diretor da NORML, uma organização dos Estados Unidos que defende a legalização da maconha para adultos. "O uso elevado de cannabis pelas pessoas não foi seguido, por exemplo, por um aumento proporcional dos diagnósticos de esquizofrenia ou psicose."

Em 2015, o Centro Internacional da Ciência na Política de Medicamentos, com sede em Toronto, emitiu um relatório - "Estado da Evidência: Uso e Regulação de Cannabis" - que detalhou essa discrepância. Ele citou um estudo britânico estimando que o aumento significativo no uso de maconha deveria ter produzido, entre 1990 e 2010, um aumento de 29% nos casos de esquizofrenia entre os homens e 12% entre as mulheres. 

Contudo, de acordo com outros dados, durante o período o qual se pensava que o uso havia crescido mais (1996 a 2005), o número de novos casos de esquizofrenia permaneceu estável ou declinou. "Essas descobertas sugerem fortemente que o consumo de cannabis não causa esquizofrenia", observa o relatório do centro.

Outro palestrante na conferência de Berlim - Beat Lutz, neuroquímico na Universidade de Mainz - descreveu os mecanismos pelos quais a droga pode produzir efeitos prejudiciais no cérebro de uma pessoa jovem. O principal composto psicoativo da maconha, o THC, interrompe o fluxo normal de sinais entre as células cerebrais - um processo normalmente regulado por substâncias químicas chamadas endocanabinoides.

Esses compostos ocorrem naturalmente no corpo e ativam um tipo de lugar de encaminhamento celular (chamado canabinóide receptor tipo 1, ou CB1) para "agir como um disjuntor", segundo Lutz, mantendo o nível de atividade de sinalização ou "excitação" do cérebro dentro de um intervalo normal. 

Pouca sinalização de endocanabinoide resulta em uma excitação excessiva do sistema nervoso, e isso pode promover distúrbios de ansiedade, impulsividade e epilepsia. Muita atividade tem o efeito oposto e pode promover depressão, por exemplo. A supressão dos fluxos de informação regulados pelo sistema endocanabinoide também foi associada à psicose.

O THC age de forma diferente dos endocanabinoides. Ele não se quebra rapidamente no corpo da maneira como os endocanabinoides naturais fazem, diz Lutz, observando que essa ativação causa sérios distúrbios de grande alcance no cérebro.

Baixas doses de THC podem reduzir a ansiedade, mas altas doses podem aumentá-la e a superestimulação crônica dos receptores CB1 pelo THC desliga o sistema de sinalização endocanabinoide natural do corpo, eliminando os receptores CB1 dos neurônios, acrescenta Lutz. Além disso, novas pesquisas revelam que mitocôndrias - as organelas dentro das células as quais geram energia para o metabolismo celular - também possuem receptores CB1. 

O THC inibe a atividade mitocondrial, reduzindo o fornecimento vital de energia das células, ele explica, citando um artigo de 2016 publicado na revista Nature. Talvez mais criticamente, ele acredita que a interrupção da sinalização endocanabinoide do THC no cérebro de adolescentes pode dificultar os principais processos de desenvolvimento neurológico que envolvem os receptores CB1, prejudicando a comunicação cerebral de forma permanente.

Pesquisas recentes sobre maconha estão começando a abordar o tipo de questões as quais normalmente podem ser reveladas através de longos testes clínicos durante o desenvolvimento de um produto farmacêutico. Esse processo está ocorrendo à medida que o movimento pela legalização ganha força. 

A maconha está ocupando cada vez mais um lugar ao lado de bebidas alcoólicas nos aparadores das casas - não mais escondido em uma de suas gavetas. No Estados Unidos, o uso de maconha entre alunos do último ano do ensino médio é mais comum do que de cigarros. 

Os pesquisadores da conferência de Berlim discutiram a necessidade de alertar o público sobre essas novas e preocupantes descobertas. "Como médicos, precisamos dizer claramente o que está e o que não está acontecendo", diz Peter Falkai, psiquiatra do Centro de Neurociências de Munique da Universidade Ludwig Maximilian. "Olhando para os dados, é claro que eles mostram um risco crescente de psicose."

Fonte: SCIAM Brasil

22 de outubro de 2017

Seis perguntas freqüentes sobre constipações e gripe

Perguntas frequentes

Aqui estão as respostas às seis perguntas mais frequentes sobre constipações e gripe.


P. Quando eu deveria ficar em casa do trabalho ou manter o meu filho em casa da escola?

R. Use o seu julgamento para determinar quando você está se sentindo muito doente para ir ao trabalho ou quando o seu filho está se sentindo muito doente para ir à escola. É importante ficar em casa quando você está mais contagioso. Para resfriados, você é contagioso todo o tempo que você tem sintomas, mas você está certo mais contagioso depois de contrair a infecção viral, antes mesmo de ter sintomas. Para a gripe, os adultos são mais infecciosas do dia antes do início dos sintomas até o quinto dia de sintomas

P. Quando eu deveria ver o meu médico?

R. Se você sentir algum dos sintomas da gripe comum ou se os seus sintomas não desaparecem tão rapidamente como seria de esperar, consulte o seu médico.

P. Como posso evitar passar a minha gripe ou resfriado para minha família?

R. Há muitos passos que você pode tomar para tentar evitar a propagação de germes para as pessoas ao seu redor. Sempre cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, ou com um tecido ou pela tosse ou espirros em seu cotovelo. Lave tecidos utilizados imediatamente, de preferência em um banheiro, onde podem ser nivelado afastado sem ninguém tocá-los. Lave as mãos frequentemente, especialmente depois de espirrar, tossir, ou tocar seus olhos, nariz ou boca. Mantenha distância de beijo , abraço, ou ficar tão perto de alguém que a saliva pode ter sobre eles quando você fala. Certifique-se de que alguém faça a desinfecção de superfícies domésticas e itens com freqüência, incluindo brinquedos infantis.

P. Por que constipações e o aumento da gripe no inverno?

O tempo frio,  não por causar resfriados, mas as pessoas são mais propensos a ficar em casa e espalhar germes frios um com o outro quando está frio lá fora. Há evidências emergentes que a gripe se espalha de forma mais eficiente a baixas temperaturas e na baixa umidade, o que pode explicar por que os casos de gripe aumentam tanto no inverno.

P. Existe alguma verdade no velho ditado "Alimente um resfriado; mate de fome uma febre"?

R. Não. Quando você tem um resfriado ou uma gripe, você deve ter certeza de comer alimentos saudáveis ​​e beber muitos líquidos, mas não há necessidade de comer mais ou menos do que o habitual.

P. Está tudo bem para obter uma vacina contra a gripe quando tenho um resfriado?

R. Sim, você pode se vacinar quando você tem um resfriado, enquanto você não está se sentindo muito doente e não tem febre.

Fonte: HHP

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